Isolamento e Economia

Isolamento e Economia

Ativada pelo motor da “mão invisível” a economia não pode parar. Essa é a virtude do livre mercado, estimulada pela relação comercial entre diversos entes (públicos e privados). Retirar essa liberdade acaba destruindo um pilar fundamental de qualquer sociedade minimamente livre. Contudo uma pandemia surgiu no caminho forçando todos a desacelerar a economia ao ponto de paralisar praticamente todas as atividades. Não existe outro remédio para evitar infecções, sem me basear em achismos, reproduzo a recomendação da própria OMS - como única maneira de diminuir a pressão em sistemas de saúde - o isolamento social.

Infelizmente não existe uma data fim, como um feriado qualquer. Tudo depende de infectados, curados, doentes graves e vacinas. Mas leva tempo, muito tempo para quem está acostumado a negociar na velocidade de um clique. Por exemplo, segundo informações de pesquisadores vacinas podem começar ser distribuídas em 12 meses, ou seja, em meados de 2021.

Estaremos presos até lá? Lógico que não. Mas a decisão de relaxar medidas de isolamento social independem de reuniões políticas ou cartas abertas. Dependem de análise, informações e principalmente da paciência inerente dos cientistas. Além disso, o retorno deve ser gradual, respeitando as necessidades do sistema de saúde evitando seu colapso.

Será algo positivo para economia? Jamais. Empresas vão quebrar, pessoas serão demitidas, gerará inflação, inadimplência, aumentará a fome e a miséria. Neste ponto entram os governos com medidas de transferência de renda, mas não tímidas e pontuais. Existe a necessidade de renda mínima universal para todos os brasileiros, pois de uma forma ou outra todos fomos atingidos, mesclado com crédito para micro e pequenas empresas a juros baixos. Mas não sairá barato. Haverá cortes em gastos do governo por muitos anos após a tempestade.

Contudo estaremos fortes novamente em médio prazo, com mudanças sociais profundas, mas economicamente mais independentes. Os governos não terão recursos no futuro, e somente nós, individual e coletivamente poderemos salvaguardar nosso amanhã. Seremos enfim mais livres.